
Quero-te…
Não te preciso,
apenas te quero.
Quero-te egoisticamente.
Não te amo.
Eu não amo…
Nunca amei!
Não tenho tempo nem espaço para o amor…
Nunca o tive!
…mas sinto-lhe a falta!
Ah! Como lhe sinto a falta,
como te sinto falta…
Mas como sentir falta de algo que se desconhece?!
Tomara desconhecer-te...
O que tens tu afinal que me alucinas?!
Sim, alucinação,
porque eu não amo,
nunca amei e
não tenho tempo para amar!
….mas sinto-lhe falta!
Ah! Como sinto a tua falta….
A tua?
A dele?
Ou a delas?
O homem,
O prazer,
As palavras…
Cede o meu cepticismo,
perante esta trindade.
E como em toda a crença,
não me perguntes o porquê!
Quero-te.
Porque sim.


